
Até o lançamento de A Guerra dos Tronos, primeiro volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, muitos poderiam apostar que jamais a fantasia seria tão boa quanto em O Senhor dos Anéis. Mas George R.R. Martin começou a escrever e então... bom, quem ainda não comprovou pode fazê-lo. Há vida – e muita – para além de Frodo e seu anel. Aquele que vencer as tortuosas 60 primeiras páginas de A Guerra dos Tronos terá percorrido um caminho sem volta. Depois disso, o livro obriga o leitor a programar-se para ler, encontrar tempo na agenda ou perder algumas horas de sono, se for preciso. Tudo para avançar um capítulo, outro, e aos poucos descobrir o que se dará com Eddard Stark e sua honra sem medida, com o anão Tyrion Lannister e seu cérebro afiado e com a pequena e destemida Arya. Quase 600 páginas depois – não é pouco – só haverá um veredito: Martin superou J. R. R. Tolkien. Confira os 10 principais argumentos que comprovam a superioridade de As Crônicas sobre O Senhor dos Anéis.
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1. Os personagens transam, escarram, defecam e ficam de ressaca
Divulgação
Ante de tudo, Crônicas de Gelo e Fogo é uma fábula para adultos. Martin não dá espaço para elfas recatadas como Arwen. No primeiro volume, Guerra dos Tronos, fica estabelecido que todo mundo vai ao banheiro, transa, escarra e fica de ressaca – até as ladies. Enquanto Tolkien parece viver um platonismo cego, Martin leva o realismo às últimas consequências. As páginas transbordam de descrições vívidas de sexo e violência. Nas batalhas, há estupros e infanticídios. Nos castelos, prostitutas luxuriosas e banquetes cheios de gula. “Já era tempo de a fantasia crescer e se tornar adulta”, declarou o autor em entrevista a VEJA. “Sempre soube que um personagem sem dimensão sexual não é completo. O mesmo se dá em relação à violência. As guerras não têm nada de limpo: são feitas de sangue e vísceras expostas. Que credibilidade eu teria se não mostrasse o que ocorre quando a lâmina da espada atinge um pescoço
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