Luanda – Um Acordo Geral de Cooperação e um memorando de entendimento sobre consultas políticas entre Angola e o Japão foram assinados, segunda-feira (21), em Tóquio, pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, e o seu homólogo nipónico, Meiji Maehara.
Segundo uma nota da embaixada de Angola no Japão, a assinatura dos referidos documentos insere-se na visita oficial de dois dias que o ministro angolano conclui hoje, no âmbito da segunda etapa de uma digressão que Georges Chikoti efectua à Ásia, iniciado na Índia e que termina em Singapura, passando pela Malásia.
Durante a sua estada no Japão, o chefe da diplomacia angolana ,emntém encontros com a presidente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), Sadako Ogata, com o secretário-geral do Partido Democrático do Japão (PDJ), formação política no poder, e com o presidente da Associação de Amizade Parlamentar Japão-União Africana, Yoshiro Mori, ex- primeiro-ministro japonês.
Constam igualmente do programa, encontros com o director do Banco do Japão para a Cooperação Internacional (JBIC) e com a Comissão para a África sub-sahariana da Nippon Keindanren (Federação Económica do Japão).
Ainda em Tóquio, o ministro angolano das Relações Exteriores deverá visitar os estúdios centrais da Cadeia de Televisão Pública do Japão (NHK), que nos últimos três meses exibiu vários programas sobre a nova fase de reconstrução de Angola.
Uma entrevista ao Asahi Shimbun, o segundo maior jornal do Japão, com uma tiragem de oito milhões de exemplares por dia, e visitas aos templos Kyomizu e Kinkakuji, na cidade de Kyoto, antiga capital do Japão, envolvem o programa da estadia do ministro Georges Chikoti a este país asiático, a terceira maior economia do mundo.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir situação na Líbia

Caberá ao conselho definir uma zona livre no espaço aéreo líbio, afirma o secretário Ban Ki-moon.
Da Redação, com agências
Nova York – O Conselho de Segurança das Nações Unidas marcou extraordinariamente para hoje (22) uma reunião com o objetivo de discutir o agravamento da situação política na Líbia e em outros países do Norte da África e do Oriente Médio.
A informação foi confirmada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Segundo ele, caberá ao conselho definir uma zona livre no espaço aéreo líbio.
O chefe de Estado da Líbia, Muammar Kadhafi, apareceu segunda-feira na televisão estatal para numa breve declaração dizer que não fugiu para a Venezuela e pedir aos que o ouviam para não acreditarem nos canais de televisão.
"Quero mostrar que estou em Tripoli e não na Venezuela. Não acreditem nos canais de televisão que pertencem a cães", afirmou Muammar Kadhafi, na sua primeira aparição na televisão estatal líbia desde o início dos protestos no país.
Numa aparição que demorou cerca de 20 segundos e que terá sido feita a parte de sua casa, Kadhafi, que apareceu a segurar um chapéu-de-chuva, disse que pretendia "dizer alguma alguma coisa aos jovens na Praça Verde [de Tripoli] e ficar com eles até tarde, mas começou a chover".
Antes, a televisão estatal líbia tinha dito que estavam a decorrer manifestações pró-governamentais nesta praça do centro de Tripoli.
Confrontos na capital da Líbia nesta segunda-feira entre manifestantes da oposição ao governo de Muammar Kadhafi e as forças de segurança deixaram 160 pessoas mortas, informou a emissora de TV Al Arabiya, citando testemunhas.
O canal árabe por satélite divulgou o número em um rápido boletim de notícias, sem fornecer mais detalhes.
Nos últimos dias, os protestos contra o governo do presidente da Líbia, Muammar Khadafi, passaram a ser reprimidos com violência pelas autoridades, segundo relatos. Há suspeitas de que bairros da capital, Trípoli, e de Benghazi, uma das principais cidades do país, tenham sofrido bombardeios intensos.
Organizações não governamentais informaram que o número de mortos na Líbia pode chegar a 400. A comunicação, por telefone, no país está difícil. Muitas ligações para telefones fixos e móveis não completam a chamada.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Governo aguarda autorização para retirar brasileiros de uma das áreas mais tensas da Líbia

Brasília - A Embaixada do Brasil na Líbia aguarda autorização do governo do presidente líbio, Muammar Kadhafi, para o pouso de um avião fretado que vai retirar cerca de 170 brasileiros que estão em Benghazi - uma das principais cidades do país e onde há protestos intensos nas ruas. O Ministério das Relações Exteriores em Brasília espera respostas da representação diplomática sobre as negociações.
Os confrontos, que já duram uma semana na Líbia, levaram ao agravamento da crise no país. Há dificuldades de comunicação com a Embaixada do Brasil em decorrência dos problemas de comunicação. A maioria dos telefones fixos na Líbia está impedida de fazer ligações para o exterior.
Ontem (20) o embaixador do Brasil na Líbia, George Ney de Souza Fernandes, fez o pedido às autoridades do país, mas não obteve resposta. O avião foi fretado pela construtora Queiroz Galvão, responsável por alguns dos brasileiros que estão na região. Há também funcionários das empresas Odebrecht e Petrobras.
Na Líbia, de acordo com o Itamaraty, há cerca de 500 a 600 brasileiros. A ideia é retirar essas pessoas, que estão em Benghazi, e levá-las para a capital da Líbia, Tripoli. Porém, é necessário ainda obter visto de saída para os brasileiros. Só depois dessa autorização, os brasileiros poderão deixar a região.
Em seis dias de protestos na Líbia, o número de mortos pode chegar a 233, segundo a organização não governamental (ONG) Human Rights Watch. Na última noite, houve tiroteios intensos em diversos bairros de Trípoli, após o discurso de Seif Al Islam, filho de Muammar Kadhafi.
Dilma faz 1º discurso em rede nacional e diz que vai acabar com falhas no Enem e no Sisu
A presidente Dilma Rousseff fez seu primeiro pronunciamento em rede nacional após assumir o cargo no início do ano. O tema do discurso foi o retorno das atividades escolares. No vídeo, Dilma nem parecia aquela candidata travada e que evitava longas falas. A mensagem demorou cerca de 5 minutos, com uma presidenta comunicativa, sorridente e espontânea.
Em seu discurso, Dilma reforçou seu compromisso com a área educacional. Entre suas primeiras ações na área, a presidente enumerou a criação do Programa de Acesso à Escola Técnica, semelhante ao ProUni para o ensino superior, o Plano Nacional de Banda Larga e a adoção de uma séire de medidas para evitar novas falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Além disso, Dilma reforçou como suas metas a valorização do professor e a criação de novas escolas e creches em todo o país.
"É hora de investirmos ainda mais na formação e remuneração de professores e na criação de novas creches e pré-escolas", disse a presidenta.
Por fim, Dilma defendeu o acesso à educação como a melhor maneira de sair da pobreza.
"Ninguém sai da pobreza se não tiver condições de educação gratuita, contínua e de qualidade", finalizou, passando em seguida o vídeo com a nova logomarca e o novo slogan do governo federal, com os dizeres "Brasil: país rico é pais sem pobreza".
Em seu discurso, Dilma reforçou seu compromisso com a área educacional. Entre suas primeiras ações na área, a presidente enumerou a criação do Programa de Acesso à Escola Técnica, semelhante ao ProUni para o ensino superior, o Plano Nacional de Banda Larga e a adoção de uma séire de medidas para evitar novas falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Além disso, Dilma reforçou como suas metas a valorização do professor e a criação de novas escolas e creches em todo o país.
"É hora de investirmos ainda mais na formação e remuneração de professores e na criação de novas creches e pré-escolas", disse a presidenta.
Por fim, Dilma defendeu o acesso à educação como a melhor maneira de sair da pobreza.
"Ninguém sai da pobreza se não tiver condições de educação gratuita, contínua e de qualidade", finalizou, passando em seguida o vídeo com a nova logomarca e o novo slogan do governo federal, com os dizeres "Brasil: país rico é pais sem pobreza".
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