segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Obama critica agência e diz que EUA sempre terão nota máxima


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesta segunda-feira o rebaixamento da dívida do país pela agência de classificação de risco Standard & Poor's ocorrida na última semana.

"Os mercados vão subir e cair, mas somos os Estados Unidos da América. Seremos sempre um país 'AAA' (classificação máxima da S&P)", disse Obama, no dia em que os mercados voltam a sofrer fortes perdas em todo o mundo. "Não importa o que uma agência diz, nós vamos ser sempre um país 'AAA'".
Barack Obama criticou o rebaixamento da dívida do país pela Standard & Poor'sBarack Obama criticou o rebaixamento da dívida do país pela Standard & Poor's

De acordo com presidente americano, o país não precisa de um agência de classificação para dizer que necessita de uma abordagem de longo prazo equilibrada para redução do déficit americano. Citando o megainvestidor Warren Buffet - que afirmou ver nos Estados Unidos um país 'AAAA', nota ainda maior que a melhor classificação cedida pela S&P -, Obama disse que é desta maneira que o mercado vê o país. "E eu também acredito nisso", afirmou.

Comentando a situação econômica do país, Obama voltou a defender os cortes de impostos sobre salários "o mais rápido possível". Segundo ele, não efetuar esses cortes pode significar deixar de criar um milhão de empregos. "Não há nenhuma razão em não fazermos isso agora a não ser pelas férias no Congresso", disse.

Entenda

No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro.

Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio.

Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência de risco Standard & Poor's retirou a nota máxima da dívida dos EUA.

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