O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou nesta segunda-feira que seu país continuará sua colaboração com as autoridades afegãs para evitar que o Afeganistão seja um "refúgio seguro" para os terroristas.
"Nossas tropas continuarão o trabalho duro (em apoio) a uma transição para um Governo mais forte no Afeganistão", afirmou o presidente em declarações feitas depois que 30 soldados americanos, um tradutor e sete militares afegãos morressem em uma queda de helicóptero Chinook pelo talibã na província oriental de Wardak.
Obama disse que falou com os generais que dirigem as operações na região e com o presidente afegão, Hamid Karzai, a quem reiterou o compromisso americano com a missão no Afeganistão. "Pressionaremos e vamos conseguir", enfatizou.
A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) indicou este ataque somou mais soldados americanos mortos em uma só ação, em apoio à missão no Afeganistão. Até agora, o ataque mais mortal em um só dia contra as tropas dos EUA era em 28 de junho de 2005 na província de Kunar, que registrou 19 mortes.
O ataque reflete a volátil situação no Afeganistão, agora que os Estados Unidos e a Otan iniciaram a retirada de suas tropas. Os EUA devem retirar 10 mil soldados até o fim deste ano, 33 mil para setembro de 2012, e completar a retirada até o fim de 2014.
Segundo dados do portal independente "icasualties.org" neste ano morreram 379 soldados da Isaf.
O líder americano destacou a coragem das vítimas do ataque e agradeceu por servirem ao país como uma equipe: "cumpriram suas responsabilidades juntos, algo que, segundo disse, deve servir como exemplo para os americanos.
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