segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ronaldo e aposentadoria:.


Ronaldo e aposentadoria: a história de uma carreira fenomenal

pós 18 anos, muitos títulos, prêmios, dinheiro e polêmicas, o Fenômeno Ronaldo deixa o futebol aos 34 anos. A decisão, sempre difícil para um jogador, aconteceu após uma longa luta contra o próprio corpo e o tempo. As várias lesões, a dificuldade em manter o peso e a idade venceram o atual camisa nove do Corinthians.



Contudo, a história de Ronaldo - desde os tempos da infância pobre, até o dia em que pendurou oficialmente a chuteira – marcou corações dos apaixonados pelo futebol no Brasil e no mundo. Confira abaixo os principais feitos desta carreira fenomenal.



Começo no São Cristóvão



Nascido no dia 22 de janeiro de 1976, no Rio, Ronaldo Luís Nazário de Lima teve uma infância humilde. Chegou a tentar a sorte no Flamengo, mas não deu certo e ele foi parar no São Cristóvão, também no Rio.



Profissional no Cruzeiro



Em 1993, e com 16 anos, Ronaldo estreou no futebol profissional com a camisa do Cruzeiro. Pela Raposa, foi campeão da Copa do Brasil neste ano e do Campeonato Mineiro no ano seguinte. No Brasileiro, marcou 14 gols. O futebol de Ronaldo começou a chamar a atenção e ele foi convocado para a seleção sub-17. No ano seguinte, foi o artilheiro do Mineiro, com 21 gols. No mesmo ano, Ronaldo deixou o Cruzeiro e acertou sua transferência para o holandês PSV, pouco antes da Copa do Mundo. Pela Raposa, foram 57 gols em 59 partidas.



Tetracampeão



Apesar de não ter atuado no Mundial dos Estados Unidos, Ronaldo participou da campanha do Brasil na conquista do título da Copa do Mundo. Ele atuou apenas em amistoso. Na partida contra a Islândia, o último antes da convocação, em Florianópolis (SC), marcou um dos gols na vitória por 3 a 0 e foi incluído por Carlos Alberto Parreira na equipe. Quem perdeu a vaga foi o experiente Evair.



PSV e Barcelona



Em 1996, Ronaldo acertou sua transferência do PSV para o Barcelona. A atuação pelo time catalão lhe rendeu o prêmio de melhor do mundo pela FIFA. Sua performance em campo valeu o apelido de Fenômeno. Em 1997, Ronaldo foi campeão da Copa do Rei e a Recopa Europeia.



Inter de Milão e Real Madrid



Entre 1997 e 2002, Ronaldo defendeu a Inter, de Milão, onde viveu crises e glórias. Em seu primeiro ano no clube, ajudou o clube a conquistar o título italiano, marcando 14 gols em 19 jogos. Neste mesmo ano, foi eleito novamente o melhor jogador do mundo pela FIFA. Em 1998, sagrou-se campeão da Copa da UEFA.



Na temporada 1999/2000, Ronaldo machucou o joelho e teve que ficar cinco meses afastado dos gramados. Ele retornou no dia 12 de abril de 2000, uma semana após nascer o seu primeiro filho, Ronald. Contudo, logo em seu retorno, no primeiro drible, o joelho direito cedeu. A recuperação, inicialmente prevista para durar oito meses, levou 15.



Depois de uma série de lesões e de pouco futebol, Ronaldo começou a movimentação para deixar a Inter. Deu-se início a busca por outro clube, no caso, o Real Madrid, que pagou 45 milhões de euros, em agosto de 2002. Os torcedores da Inter ficaram furiosos com Ronaldo, considerando-o um ingrato, já que o clube tratou com paciência todas as lesões do jogador.



Em Madri, Ronaldo ficou no Real até 2007. Neste período na equipe merengue, era um dos galácticos do clube, que contava ainda com Figo, Zidane, Raúl, Roberto Carlos e Beckham. Porém, suas atuação deixaram a desejar. No Real Madrid não conquistou títulos expressivos e era criticado por seu excesso de peso.



Copa de 1998 e a volta por cima em 2002



Um dos episódios mais polêmicos envolvendo Ronaldo aconteceu durante a Copa de 1998, na França. Horas antes da decisão contra os anfitriões, Ronaldo sofreu uma misteriosa convulsão, que o levou ao hospital. Diante da situação, Zagallo escalou Edmundo. Contudo, o próprio Ronaldo, menos de uma hora antes do jogo, declarou-se apto para a partida. Em campo, o Brasil parou e viu a França golear por 3 a 0 e vencer a Copa do Mundo.



Se a Copa de 1998 foi uma tragédia para os brasileiros, em 2002 a história seria muito diferente. Ele ganhou a confiança do técnico Felipão, marcou oito gols no Mundial disputado no Japão e Coreia do Sul, sendo dois gols na decisão contra a Alemanha. Com o pentacampeonato conquistado pelo Brasil, ele ainda levou naquele ano o troféu de melhor do mundo da Fifa pela terceira vez.



Fracasso na Copa de 2006



Principal favorita ao título do Mundial de 2006, na Alemanha, Ronaldo se apresentou à Seleção nitidamente fora de forma. A equipe deixou a desejar no Mundial, marcado por regalias aos medalhões brasileiros e muito clima de oba-oba. Assim como em 1998, a França voltou a atrapalhar o caminho do jogador. Nas quartas-de-final, Zidane comandou a vitória da França, eliminando o Brasil. Apesar do fracasso da seleção, Ronaldo atingiu a marca de 15 gols anotados em mundiais, sagrando-se o maior goleador em copas. Mesmo assim, Ronaldo foi um dos crucificados pela decepção brasileira. Acabava ali o clico de convocações do Fenômeno para a Seleção.



Nova lesão no Milan e retorno ao Brasil



No Milan, Ronaldo teve que ficar fora da campanha do título da Liga dos Campeões pois fora inscrito no mesmo ano na competição como jogador do Real Madrid. Pelo regulamento do torneio, um mesmo jogador não poderia disputar a competição por dois clubes diferentes. No clube, Ronaldo descobriu que tinha hipotireodismo, razão de seu sobrepeso. A permanência na equipe, ao lado de Kaká e Pato, no entanto, não duraria muito. Em fevereiro de 2008, Ronaldo voltou a lesionar o joelho e deixou o gramado chorando. Na temporada seguinte, em 2007/2008, o time decidiu não renovar com o Fenômeno.



Hora de voltar ao Brasil. Ronaldo decidiu fazer sua recuperação no Flamengo, clube que declarou ser torcedor. Porém, para surpresa de todos e fúria dos Rubro-Negros, o Fenômeno acertou com o Corinthians e foi apresentado como jogador do Timão no começo de 2009. Com a camisa Alvinegra, conquistou o Paulistão daquele ano e também a Copa do Brasil.



Decepção da Libertadores e adeus no Corinthians



Ronaldo era a principal esperança dos Corinthians em conquistar o título da Libertadores. Em 2010, porém, a equipe caiu diante do Flamengo. No Centenário do Timão, em 2010, e com a companhia de Roberto Carlos na equipe, Ronaldo teve um ano apático e com poucas atuações. Em 2001, nova chance na pré-Libertadores para o sonho conrintiano no torneio continental. A decepção veio logo no segundo jogo, contra o até então desconhecido Tolima, na Colômbia. O Corinthians foi eliminado e instaurou-se a crise no clube, com protestos da torcida, ataques ao CT conrintiano e ao ônibus dos jogadores. Roberto Carlos saiu do clube e Ronaldo, alegando já não suportar as dores pelo corpo, decidiu abandonar o futebol.



Polêmicas



Em meio a paixões de torcedores e alguma polêmicas dentro de campo, a vida de Ronaldo fora das quatro linhas também não passou despercebida. Entre elas, o casamento relâmpago com a modelo Daniela Cicarelli, regada a luxo e exuberância em um palácio nos arredores de Paris, até a uma confusão com travestis, no Rio de Janeiro, em 2008. O pivô foi o travesti conhecido como Andréa Albertini (morto em 9 de julho de 2009, em decorrência da AIDS). Por conta do episódio, Ronaldo era sempre ironizado pela torcida do Flamengo quando atuava contra a equipe Rubro-Negra. Os fãs do Flamengo faziam questão de levar alguns travestis à partida para ironizar o Fenômeno.

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