sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Áreas protegidas cobrem 13% das terras do planeta, diz estudo

Áreas de proteção ambiental cobrem 12,7% da superfície terrestre do planeta, ainda abaixo dos objetivos traçados pela ONU, enquanto a América Latina lidera o ranking das regiões com maior área protegida, revelou um estudo global divulgado nesta sexta-feira. Segundo o relatório "Planeta Protegido", áreas destinadas a parques nacionais e outros tipos de reservas ambientais cresceram ante os 8,8% registrados em 1990. Uma das metas definidas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), assinada por membros das Nações Unidas, é de que 17% do território do planeta estejam sob proteção até 2020. "Áreas protegidas têm contribuído significativamente para a conservação da biodiversidade, e um aumento em sua cobertura e efetividade é vital para prosperidade do planeta e das comunidades no futuro", disse a diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza, Julia Marton-Lefèvre, durante o Congresso Mundial da Natureza, em Jeju, na Coreia do Sul. O levantamento mostra que a América Latina tem 20,4% de suas terras protegidas oficialmente, acima da média das regiões em desenvolvimento - 13,3% de área protegidas - e das regiões desenvolvidas do planeta, que têm 11,6% de suas áreas protegidas. "Para atingir a meta de 17% estabelecidas pela CDB com áreas nacionais protegidas, mais 6 milhões de km² de áreas terrestres e de águas continentais terão que ser reconhecidos como protegidos, uma área 10 vezes o tamanho de Madagascar", disse o relatório. O estudo também trata de áreas protegidas no oceano, onde a meta está mais longe de ser cumprida. Atualmente, 4% de áreas de oceano sob jurisdição de países estão protegidas, enquanto a meta até 2020 é de 10% da área. Efetividade As entidades que organizaram o estudo avaliam, no entanto, que áreas protegidas oficialmente não significam que, na prática, esteja ocorrendo conservação dos recursos naturais. Reportagem da Reuters publicada no início de agosto, mostrou que mudanças adotadas na gestão da presidente Dilma Rousseff promoveram um recuo na política ambientalista progressista do governo federal de quase duas décadas, incluindo a transferência, da noite para o dia, da autoridade ambiental a governos estaduais e municipais, responsáveis - entre outras coisas - pela fiscalização de áreas de preservação.

Terremoto deixa 64 mortos na China

PEQUIM, 7 Set 2012 (AFP) -Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu nesta sexta-feira o sudoeste da China e deixou ao menos 64 mortos, além de muitos feridos e destruição. O terremoto, que afetou milhares de edifícios, aconteceu no fim da manhã, momento em que os escritórios estavam cheios e as casas se preparavam para o almoço. Seu epicentro foi localizado na fronteira entre as províncias de Yunnan e Guizhou, segundo a Agência Sismológica da China, que avaliou o tremor em 5,7 de magnitude, contra 5,6 pelo Institudo Americano de Geofísica (USGS). Ao menos 64 pessoas morreram, segundo um levantamento provisório divulgado pela agência estatal Nova China. As autoridades estão enviando barracas e abrigos para a região. O primeiro-ministro Wen Jiabao também viajou para o local. A catástrofe deixou ao menos 556 feridos, de acordo com o governo de Yiliang. Já as autoridades de Zhaotong, uma cidade de Yunnan muito próxima da fronteira com a província de Guizhou, indicou 150 feridos. As autoridades informaram ainda que 100 mil pessoas estão desabrigadas e que ao menos 20 mil habitações foram afetadas. O terremoto, que aconteceu às 11H00 (00H00 no horário de Brasília), foi seguido por uma série de tremores que semearam o pânico em algumas cidades, o que levou muitos habitantes a deixarem suas casas e escritórios. "Estava andando na rua quando de repente senti a terra tremer sob os meus pés. As pessoas começaram a sair para a rua gritando. Quando penso ainda sinto calafrios", contou um habitante no microblog Sina Weibo, o equivalente chinês do Twitter. Um outro internauta escreveu que quase não conseguiu controlar o seu carro no momento do tremor. Imagens exibidas pela televisão mostraram centenas de pessoas reunidas nas calçadas da cidade de Yiliang (Yunnan), recusando-se a voltarem aos edifícios. Em outras fotografias postadas na internet, é possível ver ruas cobertas de tijolos, telhas e outros detritos que caíram dos prédios ao redor. Feridos cobertos com bandagens lotavam a entrada de um hospital local. Muitas paredes ficaram rachadas e enormes blocos de concreto caíram em uma estrada, onde ainda há uma densa nuvem de poeira levantada pelos tremores. Os edifícios construídos nas regiões rurais da China são muitas vezes construídos com materiais de baixa qualidade e as normas antisismicas raramente são cumpridas. Foi no distrito de Yiliang o maior número de vítimas fatais, de acordo com a Nova China. A agência de notícias oficial estimou que cerca de 700 mil pessoas foram diretamente afetadas pelo terremoto. A região relativamente pouco desenvolvida de Yiliang, com mais de meio milhão de habitantes, possui uma alta proporção de minorias étnicas, incluindo os Miao e Hui. O tremor foi fortemente sentido na província vizinha de Sichuan, atingida em maio de 2008 por um tremor de terra poderosao que fez cerca de 70 mil mortos e 18 mil desaparecidos. "O terremoto foi sentido em Yiliang e nas três regiões de Jiaokui, Qiaoshan Luozehe", indicou o governo local de Yiliang. "O tráfego foi interrompido em algumas áreas e as comunicações foram afetadas", acrescentou. Huang Pugang, do instituto geológico da província de Yunnan, indicou à Nova China que o número de mortos pode aumentar por causa da densidade populacional da região, que conta com 205 habitantes por km². A China é um país familiarizado com terremotos, embora sua população seja muito menos consciente do risco sísmico como no Japão. O país foi cenário de um dos piores terremotos da história, na região de Tangshan (nordeste) em 1976. Segundo dados oficiais, os resultados deste terremoto foi de 242 mil mortos, mas outras fontes, totalizamo três vezes mais.

PF e Dilma esquecem greve e trocam 'tchauzinhos' no desfile de 7 de Setembro

A expectativa de que policiais federais em greve fariam protestos, nesta sexta-feira, durante o desfile do 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi frustrada. Por ironia, os policiais que desfilaram nas oito viaturas e o esquadrão antibomba cumprimentaram a presidente Dilma Rousseff e as autoridades com "tchauzinhos amistosos", quebrando o protocolo militar, que não permite manifestações do gênero. A PF (Polícia Federal) desfilou com oito viaturas, um esquadrão antibomba e um caminhão tático. Por dois momentos, Dilma retribuiu os cumprimentos. A greve da PF começou no dia 7 de agosto e agentes, escrivães e papiloscopistas da polícia estão parados. A categoria não aceitou o reajuste de 15,8% oferecido pelo governo e promete só encerrar a mobilização após uma reestruturação da carreira. Desfile A presidente chegou à Esplanada dos Ministérios por volta das 9h desta sexta-feira (7) para o desfile de 7 de Setembro. Dilma foi recebida pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) e, como no ano passado, está acompanhada da filha, Paula e do neto, Gabriel, que completa dois anos no próximo domingo (9). Dilma foi muito aplaudida pelo público ao chegar à Esplanada no Rolls Royce presidencial. Após a chegada da presidente, a judoca Sarah Menezes, primeira mulher brasileira a conseguir uma medalha de ouro no judô em Olimpíadas, desfilou na Esplanada carregando o fogo simbólico da Pátria. A Esquadrilha da Fumaça encerrou a cerimônia.

Joaquim Barbosa é o "justiceiro" do mensalão nas redes sociais

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